MÚSICA SERTANEJA - SERTANEJO

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Música Sertaneja do Mato Grosso do Sul

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A história da música sertaneja de Mato Grosso do Sul remete há décadas antes da divisão do Mato Grosso e da criação do Estado em 1977. A região já absorvia desde início do século XX, por exemplo, os costumes e a cultura dos migrantes mineiros e paulistas, desbravadores que trouxeram os folclóricos catira e o cururu. Com a evolução do rádio em todo o território nacional, a população das principais cidades do Sul de Mato Grosso também teve acesso aos artistas mais famosos do país nos anos 40 e 50. Sucessos nacionais, como "Chalana" (Mário Zan/Arlindo Pinto), "Tristeza do Jeca" (Angelino de Oliveira) e "Beijinho Doce" (Nhô Pai), além dos cantores mais conhecidos da rádio, como Francisco Alves, Orlando Silva, Ângela Maria, Caubi Peixoto e Nelson Gonçalves, estavam presentes na casa dos sul-mato-grossenses.

A influência dos ritmos musicais do Sul do país - como xote, milonga, vanerão, rancheira e a marcha -, acontece também desde final do século XIX, quando as primeiras levas de gaúchos começaram a chegar ao Sul do Estado em números mais expressivos, vindos do Rio Grande do Sul para fugir das lutas e batalhas que agitaram a região por décadas. Na verdade, depois da Guerra do Paraguai (1864/1870) é que as terras de Mato Grosso acabaram sendo realmente "descobertas" pela população brasileira. Os soldados do exército brasileiro, constituído por homens das quatro regiões do País, voltaram para suas respectivas cidades comentando sobre aquele pedaço de terra praticamente desabitado. Não demorou para migrantes – os fundadores de Campo Grande vieram de Minas Gerais -, de todas as partes do país se estabelecerem na região.

Outro item fundamental para compreender a música sertaneja produzida em Mato Grosso do Sul é a presença dos ritmos fronteiriços, resultado natural da convivência da população do Estado com paraguaios, argentinos e bolivianos. Ponta Porã e Corumbá, por exemplo, são municípios em que não apenas a música, mas a própria identidade cultural é uma mistura dos costumes e tradições de vários países. Com isso, a polca paraguaia, o chamamé e a guarânia foram incorporados de forma definitiva na música sul-mato-grossense e são elementos que acabam a diferenciando do restante da música produzida no país até os dias atuais.

Para saber mais sobre a música sertaneja do Mato Grosso do Sul, visite:

http://www.musicasertanejadoms.org.br

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